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14 julho 2010

O índice errado







Não gosto daquela conversa  dos psiquiatras sobre o índice da maldade.Falam dessas pessoas como se elas fossem exceção. E todo mundo se horroriza quando vê que alguém jogou um corpo aos cachorros. Eu fico pensando como seria se as pessoas realmente tivessem acesso ao que acontece no mundo, especialmente os laboratórios onde se usam animais. Tem gente que não está nem ai para os animais, mas também usam pessoas, também se aproveitam de pessoas ignorantes, de pessoas frágeis e que ninguém se importa. O horror humano, a crueldade não se limita aos animais. Esse índice aplicado a um ou outro psicopata é errado, porque obviamente todos temos a maldade dentro, uma em exercício outras não.
Eu, como muitas pessoas, sou um doce, quase que mel no pão. Até cruzarem meu território e sei que não demonstro nenhuma compaixão em algumas situações. Se eu vejo alguém maltratar um animal, eu não teria problema nenhum em exercer meu índice de maldade, seria hipócrita dizer que não tenho isso. O problema como sempre é que vemos o mais alto, achamos que crueldade é matar alguém, não achamos que é cruel bater em cachorro, xingar quem amamos, rogar pragas aos inimigos, sacanear alguém, falar mal de pessoas que um dia ajudaram. Mas a humanidade inteira exercita essa maldade constantemente, até as religiões incentivam, cada uma pregando que Deus só existe nessa ou naquela igreja. Por isso sempre falo que quem gosta de animais e respeita eles, já tem meio caminho andado,porque os animais nos levam a sentimentos mais puros, nos afastam dessa maldade coletiva que vivemos.

5 comentários:

Poisdron disse...

Isto é um lado que temos, é humano, e sempre haverá estas falhas, cientes ou não, assim como somos pecadores e não podemos deixar de ser, nunca.

E como diz, amar o próximo como a si mesmo, é isto que devemos no mínimo.

Belo texto, você escreve muito bem.

Rene Santos disse...

Sim é verdade e a maldade está espalhada de todas as formas. Quando cultivamos um sentimento puro e único por um animal ele é insubstituível e o dia que se for então veremos que foi muito lindo esse amor e mais ainda vamos perceber o quanto fomos capazes de amar.
Adore i ler seus pots. adore sua visita no Laboreatório das Cores e estou aqui te retribuindo.

Tenho outro blog que também escreve que é o Vida e Arte em cores (http://vidaearteemcores.blogspot.com) - quando quiser apareça.
Beijos

Escritor em treinamento disse...

Poxa, Iara! Agora vc me obrigou a ser chato, cutucou meu programa favorito da Discovery (O Índice da Maldade).

Sim, até acho que a maldade está em todos nós, se existir tal coisa, e que é meio ridículo tentar medir em um ou outro indivíduo quando milhares são capazes das mais variadas atrocidades. Mas... alguns realmente vão longe.

É fácil maltratar um animal, muito fácil. Somos educados para isso, nossa agressão é passiva. Não é preciso ser maldoso, apenas... desligado. A frieza, nesse caso, não impressiona: o contrário dela que seria novidade.

Os animais domesticos só se salvam desse processo pela humanização projetada neles, hesitamos um pouco mais em machucar nossos iguais, a empatia nos freia. O que se vê ao chamar cachorro de melhor amigo do homem quando a amizade é um conceito/sentimento, algo totalmente estranho à ele e à qualquer outro animal.

Maldoso é o ser que acorda para esse processo alienador de nossa própria crueldade, percebe aonde ela existe, toma posse e se diverte. Começa pelos animais, vê a vida que existe neles e não se contenta mais em extinguí-la por frieza, se entretêm pela tortura.

Depois passa para a humanidade que manifesta o sofrimento de forma muito mais rica e divertida, eu suponho.

Existe um caminho para a tal maldade, existe chão para um índice. Pessoas boas são capazes de atrocidades, infelizmente, sem deixar que existam as pessoas realmente "fora da curva". Separar o joio do trigo torna a psiquiatria forense algo válido.

PS: Sobre essa irritação pela valorização do espanto diante de uma cruelade e cegueira sobre outras formas dela - pessoas e animais morrem todos os dias, algumas vidas e mortes nos dizem mais respeito, o mesmo se procede para a sociedade corporativa - um macro-sujeito que escolhe para o que olhar e para o que fechar os olhos.

Henrique de Shivas disse...

- Concordo plenamente com o que foi dito. Aliás, o único animal que merece ser castigado da maneira mais cruel é o ser humano, que é um bicho covarde e traiçoeiro. Bom, gostei do seu blog: já sou um seguidor. Continue... ;)

C. disse...

Quando os animais entram na história, eu sou suspeitíssima. Acho que eles só tem a nos ensinar. Eu aprendo dia a dia. Aliás, nunca uso a expressão "mais humano", "humanizar". Eu acho que, quanto mais humano, pior o mundo fica. Melhor se fôssemos todos selvagens. Um leão mata para comer, não por maldade, dinheiro, futilidades. Mata com menos maldade do que uma pessoa que fala mal da outra por inveja. Maldade é maldade. Como 0 e 1: não existe meio termo!

Beijos
Carina

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