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30 junho 2010

Quando não estou...




Parece que o mais fácil está fora. Eu herdei o cabelo preto, herança indígena. Sei então que às vezes para tirar o reflexo azul do preto, para não parecer pintado, eu tenho que lavar com chá de camomila. Isso não me cansa. Mas mudar outras coisas que também fazem parte de mim, me cansa. Uma delas diz respeito a amizades. Eu poderia ser melhor amiga. Poderia ligar mais, lembrar os aniversários, estar mais presente.

Por algum motivo não sou. As pessoas não entendem que não me perco delas, eu me perco em mim e tenho fases, que às vezes podem durar anos. Ser assim em nenhum momento implica nos meus sentimentos. Quando gosto de alguém, caso nada aconteça, vou gostar sempre. Não me isolo por não gostar. É simplesmente que sou uma daquelas pessoas que nem em um barzinho podem esquecer seus problemas. 

A minha mente não entende o que é hora de diversão, de jogar conversa fora, de não ser nada. Ela sempre está presente e por isso mesmo coisas que divertem e distraem muita gente me matam de tédio. E se por algum motivo, estou, isso acontece, realmente estou. Economizo em palavras o tempo todo, não gosto de falar nada do que não sinto, quando falo para alguém, te considero meu amigo, realmente considero isso. Quando faço um elogio, faço mesmo, não perco meu tempo falando coisas que não vejo ou não sinto.

E isso aparece na minha lista de fim de ano, está lá, meta do ano, ser melhor amiga, ligar para fulana, ligar para beltrano, esse ano saio desse recolhimento. O tempo passa e não tenho a menor vontade de fazer isso. E morro de culpa, porque as pessoas que eu considero, mereceriam mais de mim. Não sei se é falha minha, uma coisa genética, ou uma questão técnica. Já fui melhor do que isso. Já fui mais dedicada e o ser humano não me surpreendeu no bom sentido.

Já senti como os fios que ligam uma amizade podem parecer cabos de aço, mas um passo em falso, uma palavra fora de hora e viram fios de seda  que se rasgam. Senti na pele que às vezes dedicação não é o melhor investimento no ser humano. Do fundo do meu coração sempre tenho a esperança que as pessoas que estão na minha vida possam entender minha maneira de ser e que isso não magoe ninguém. Levo a vida como se fosse um barco, se estou todo mundo vê, caso contrário desapareço no horizonte.


Iara De Dupont

5 comentários:

Tatá disse...

texto lindo demais. gostei daqui. beijinohs flor!

Quem faz as postagens: disse...

oie!
adoro seu blog!
bom, te conviso a visitar o site: www.pensamentosfilmados.com.br aonde tem o filme sobre depressão V.I.D.A. de graça, que ja foi materia de alguns programas como o happy hour da gnt, e uma parte sobre as doenças do seculo XXI: depressão, bipolaridade, panico, distimia, ciclotimia.
recentemente entendi que temos que nos unir e nos divulgar para levar esclarecimento sobre essas doenças invisiveis pois a maioria das pessoas ainda acham que é frescurite...
valeu!

bjoka

vamos nos unir para assim

Luiz Baeta disse...

Interessante como a gente se identifica com outras pessoas. Este seu post de hoje já foi escrito por mim há muitos anos atrás.

Gostei muito da frase "É simplesmente que sou uma daquelas pessoas que nem em um barzinho podem esquecer seus problemas."

Eu assinaria em baixo.

Abraços.

jefhcardoso disse...

SMM, nesse mar pelo qual vai o seu barco às vezes sinto que vai o meu também. (sorrio). Identifiquei-me com o texto.

Abraço do Jefhcardoso que sai lá do http://jefhcardoso.blogspot.com e vai conhecendo mesmo.

C. disse...

Eu sou assim, e aprendi a não me cobrar. Gosto de ficar sozinha, e já deixo de sobreaviso: quando eu sumir, o problema é comigo. Mas tem sempre o carente que se ofende. O que eu posso fazer? Se eu não cuidar de mim, quem vai cuidar? Mas não deixo de gostar do carente. Ele não é obrigado a entender a loucura que vivemos. Mas não me cobro mais, não transformo mais isso em meta. Quando puder ajudar, ajudo. Quando não puder, por favor, jogue a bóia que é porque eu mesma estou afundando. Não nego nada, mas respeito meus limites.
Não se cobre. Amizade não se conta pela constância da presença. É a velha história da qualidade, e não quantidade...

Beijos
Carina

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