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14 maio 2010

Tem deserto





Tantas pessoas falando de tratamentos de fertilidade, já se pode engravidar em qualquer idade. Isso sempre faz minha orelha ficar em pé. Essa necessidade humana, um gesto de desespero, de achar que pode ser fértil em qualquer momento, acima de qualquer lei.

O  problema é que as pessoas levam esse critério a outras áreas de suas vidas. É só olhar para a natureza. Tem o mar, aquela riqueza em todos os sentidos. E tem o deserto. Tem áreas de seca, tem florestas.

O ser humano é assim também. Tem tudo isso dentro. Não tem como ser fértil em  todos os sentidos. Isso não existe. Alguma parte é estéril. Por mais que se tente, nunca vai florescer essa parte. Essa parte não vai dar frutos. É impossível ser bem sucedido em todas as áreas que se espera. Se a pessoa tem pouca ambição, até acho que dá. Mas se a pessoa já foi engolida pelo sistema  e já  tem os adesivos colados, então o  que se espera é que seja bem sucedido  no amor, na profissão, nas relações e ainda por cima seja um ser humano exemplar. Se puder também salvar algumas baleias dos navios japoneses, a humanidade agradece. E se ainda por cima usar sabão de louça biodegradável, melhor ainda.

A gente se concentra tanto nas partes que não dão frutos que nem vemos as outras. As outras que dão, até se cansam de dar tantos frutos, que caem podres no chão. Mas como aceitar que existem partes que são assim, sua natureza é estéril mesmo, como aceitar que não estamos acima da natureza?

É impossível ver que essa parte estéril  é um pedaço do todo, que também tem sua beleza, sua importância. Aos olhos de qualquer um, o deserto é desprovido de tudo, mas quem olhar vai ver que existe manifestações da  natureza, tem animais, tem seu ciclo.

Fertilidade deveria ser o que fazemos de bom e rende frutos. Não essa busca desesperada para ter tudo. Já somos um todo, não precisa de mais.
Eu tenho mais desertos do que gostaria. Mas é minha natureza e cada vez que vou contra isso, vou contra mim mesma com uma fúria que cada dia fica mais difícil  de lidar. Sou um deserto nas relações humanas, mas um mar em muitas outras coisas.

Iara De Dupont

4 comentários:

L Bergamo disse...

Gostei do teu texto, por isso vivemos em sociedade, nos completamos, tal e qual a natureza.
Um abraço

Escritor em treinamento disse...

Falou tudo. A mania de excelência chegou até ao Ser, ao ser humano, ser uma máquina biológica eficiente.

Comportamento esquizofrênico, não é?

Mas fazer oq? A aceitação é contraproducente para se viver em sociedade. Se antes, em um tempo que talvez nem tenha existido, bastava que nos sentíssemos incompletos, agora tem de se sentir falho... doente mesmo.

Sejamos incompletos e não falhos assumindo que a falta de um desertinho é tão "falta" quanto a de uma floresta!

Andy Girl disse...

Deserto não tem k ser visto como a ausencia de alguma coisa, podemos achar em cada grão de areia uma capacidade!
O problemna do ser humano é desejar ser perfeito, ter alguma coisa para se gabar que é o melhor e nisso busca desesperadamente por capacidades k nem sempre possui e os outros criticam quando se falha.
Não acho mal tentar fazer de um deserto um mar, pk se ha deserto ja houve agua lá! E Sempre fica algo para explorar. Todos temos qualidades e defeitos, todos devemos aprender a lidar com isso.
Se kiseres passa no meu blog http://phantomriderfreedom.blogspot.com/

Marcélia Macidália disse...

Vim conferir o espaço...
De certa forma o drible é uma forma audaciosa e prática de superar os obstáculos!
Beijos e obrigada pela visita!

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