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04 maio 2010

Pássaro branco






Monges tibetanos dizem que é o teu interior que te define. Mas vivemos em um mundo que diz o contrário. São os outros que acham que nos definem. Desde crianças vamos recebendo etiquetas e definições.

Com o tempo nossa essência é neutralizada. Hoje qualquer residente, qualquer estudante do primeiro ano de psicologia poderia dizer que sou ansiosa porque sou filha de pais ansiosos. Minhas etiquetas não são mais minhas, agora também carrego a de gerações anteriores. E por tantas etiquetas sempre me senti sufocada, metida em um pântano. Até que me convenci que eu era o pântano. Uma parte da natureza ,mas não a mais bonita, sem dia, sem noite, rodeada de plantas secas e animais estranhos, um temperatura quente, sempre sufocando.


Minha vida seria isso, uma tentativa frustrada de pisar em terra firme, sempre cuidando meus passos para não ser engolida pela areia movediça. Então uma pessoa que não sabia disso, do meu sentimento de ser um pântano, me contou sobre uma poesia, que achou ao acaso. Um pássaro branco que sempre voa sobre um pântano, mas nunca suja suas asas. Um pássaro branco pode voar sobre o que quiser e nunca se sujar. Ele voa, mas não pertence a nenhum lugar. Por pior que seja, nenhum ser humano é um pântano. Nem todos voam, nem todos podem voar sem se sujar, mas o pântano interior não define ninguém.

Talvez seja uma parte que temos que conhecer para chegar a um melhor horizonte. Mas só podemos voar quando reconhecemos que somos um pássaro, não um pântano. E é possível, não sei, estou tentando saber, se neste mundo posso ser um pássaro branco que voa por cima de pântanos sem sujar suas asas.


Iara De Dupont

3 comentários:

Márcia Cristina Lio Magalhães disse...

Ás vezes sinto-me o pântano, noutras, o pássaro...
Mas todavia, como sempre digo:

"Para viver, tens que morrer
Para esquecer, tens que recordar
Para partir, tens que chegar
Pois que a vida é a nau de viagens de luz e sombra..."


Gostei muito do teu texto!
E obrigada por me visitar, volta mais vezes...

Amplexos,

Márcia

Quantas pessoas fazem você se sentir especial? disse...

Talvez a vida seja exatamente como você falou, mas só podemos descobrir tentando, encarando. E se a sua vida é o pantano...está na hora de você mudar seus ares. Já fiz isso várias vezes. Mudei até de estado. Enfim renovei....e para mim deu certo.
No meu blog eu falo de tristeza, de alegria, de tudo que se passa com pessoas conhecidas e comigo em forma de poema.
Estou te seguindo...abraços.

Stella Tavares disse...

...Excesso de sentimento e pouca adaptação ao estilo de vida.Nunca consegui uma definição tão completa. Parabéns pelo blog, pela força e beleza de suas palavras.Adorei!!!
Bjs

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