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10 abril 2010

A síndrome do amor






Não sou uma pessoa bem humorada, pelo menos não dessas que saem dando risada da própria existência. Mas de um jeito ou outro aprendi  que humor  é fundamental. Principalmente quando envolve amor, uma envolve uma situação desconhecida. De repente estar casado e ter  síndrome pânico pode não ser tão complicado, porque a pessoa te conheceu antes, sabe quem você é, quem você era.


Mas em um relacionamento novo  às vezes fica  meio confuso. É bom falar ? Não, ninguém faz isso. Ninguém sai dizendo seus problemas e fraquezas no primeiro encontro. Ah, porque também tem essa, o primeiro encontro. Para mim pode ser uma tortura quase medieval, pode ou não ser a noite mais longa da minha breve vida.


Antes eu ficava com vergonha e não perguntava a onde a gente ia. Até que em um encontro eu acabei em uma exposição no meio do nada, um parque distante, eu só olhava aquilo e pensava, onde tem banheiro ? Não tem lugar mais longe da civilização! O hospital mais próximo deve estar a 8 mil km daqui ! Eu achei que ia morrer. Bom, então  já que eu ia morrer, sei lá porque, eu resolvi falar a verdade ao desavisado Romeu. Sim, eu tenho ataques de pânico e isso aqui é o pior lugar do mundo para o primeiro encontro. Até hoje lembro da cara dele. Mas eu pelo menos falei, eu devia  gostar dele porque não menti. E descobri o humor, aos poucos, em várias situações. Tento não complicar minha vida, tento não usar mentiras que só arrastam a noite, o dia, a madrugada. Porque tem gente que confunde as coisas, acham que uma síndrome te paralisa, te congela. Uma síndrome, duas, três, quatro, não importa, nada disso aniquila teu sentido de amor, tua percepção do outro, pelo contrário, tenho quase certeza que passar por situações assim te lembram do que você é feito, a parte humana, a parte mais sincera. Porque o pânico é muito parecido com o amor, ele não tem critérios próprios, não escuta ninguém, vai para onde quer e a hora que quer. É a parte mais frágil e por isso mesmo a mais verdadeira. E quando alguém quer estar com outra pessoa, não tem coisa melhor do que ter um ser  humano ali do lado. Com síndrome ou sem, o que todos queremos é sinceridade, a beleza verdadeira que existe em uma alma que reconhece sua própria fragilidade.



Iara De Dupont

Um comentário:

Calvin disse...

Pra vc, por enquanto, o que tenho é uma forte respiração.......

LONGA

Te entendo
Gosto do JEITO que fala

Mas são textos que eu leio e não concluo... apenas sinto...

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