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22 abril 2010

Sem mola




Dizem que no fundo do poço sempre tem uma mola. No meu não tem. Porque se tivesse eu já teria sido arremessada a superfície. No lugar da mola estou eu. Porque o que se joga no poço não me define.

Não sou um apanhado de idéias, pedaços de educação, restos de conceitos errados, amores que não deram certo, sonhos de consumo e pensamentos vagos. No fundo do meu poço está a minha essência, como eu vou reagir ao perigo, ao medo, ao nada, aos meus pesadelos. Porque se existe felicidade deve estar do lado de fora do poço e não define ninguém. Eu feliz imagino que sou como quase todos, com vontade de cantar, dançar, relevo tudo, juro amor e tudo tem explicação. 

Se estou feliz posso ser aquela exata página de algum livro de auto-ajuda, onde as pessoas conversam e são escutadas por algum  universo amigável. Então a alegria não seria eu, seria o reflexo do mundo rosa. Mas no fundo do poço, estou eu. Estão lá no lugar da mola, minhas inseguranças, meus complexos, meu tempo perdido. Está lá meu DNA. Está lá o que eu preciso aprender a sentir, a usar, a ter e não pertencer. Está lá o que eu preciso superar, esquecer, abandonar, melhorar, largar. É esse caminho que pode me levar de volta a superfície. Não é a mola, é o pedaço da alma que ficou preso e segura o resto. Mania de procurar mola, escada, ajuda de outras coisas. Se fosse pela minha santa vontade eu também preferiria uma mola ou uma escada. 

Qualquer coisa seria melhor do que tentar juntar as páginas de quem eu sou, fui ou talvez serei. Não sei mais o que vivi ou sonhei. Mas sei que no fundo do poço não tem mola mesmo. Só estou eu.

Iara De Dupont

8 comentários:

A flor da pele disse...

Amei seu Blog e aproveito para agradecer sua visitinha.
Hoje estou tentando escalar montanhas, pois minha mola já se foi de tanto uso, porém temos que continuar a vida por mais chata que as vezes nos pareça.
beijossss
sentimentoaflordapeleblogspot.com

Anônimo disse...

Iara você pediu e eu estou aqui, obrigada pela visita ao meu blog, tá?. Virei aqui sempre. Abraços

Saúde Mental disse...

obrigado por ter visitado o nosso blog.

achamos o seu bastante interessante, sem duvida.

Rainha de Copas disse...

pois comece a escalar as paredes.

Eliane Jany Barbanti disse...

Olá, vim visitá-la e tornei-me sua seguidora.
Parabéns pelo blog.
Abs
Eliane

Escritor em treinamento disse...

Mania de querer estar inteiro também... com uma parte de si presa ao fundo é impossível ser íntegro e feliz...

Mania de querer Ser mais do que querer ser feliz, mania de querer pensar...

conversacomotravesseiro disse...

Você, no fundo do poço, sem mola, sem ferramentas. O que fazer, se é tão difícil escalar as paredes cheias de musgo? Crescer é a melhor forma de enxergar o lado de fora e sair.
Beijos e Boa semana!!

Diana disse...

Li algumas postagens e me identifiquei em algumas...mas o que ne fez despertar é sobre isso de no fundo do poço tem que ter uma mola, algo que nos jogue para cima como mágica sem antes resolver as questões do eu, todos procuram a solução mais fácil, a defrontar com si-mesmo...acho que esta seria a verdadeira mola, subir porque enfrentou-se ou se conciliou consigo, mas não subir por um dever de estar tudo bem. E todo poço é escuro e muitos tem medo do desconhecido...pensarei mais sobre o que estar no fundo do poço apartir do angulo que vc sugere.

Abraços e agradeço a visita ao meu blog.

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