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13 abril 2010

É tudo culpa da síndrome!




Mandei o blog para um amigo que nunca soube que eu tinha síndrome do pânico. Ele respondeu muito carinhoso, dizendo que agora entendia porque eu era estranha. Bom, isso é injusto. Jogar em uma doença um temperamento inteiro. 
Não, não sou estranha pela síndrome. Sou estranha porque sou mesmo estranha. Porque sou humana, isso já me faz a mais estranha de todas. Sou estranha porque gosto do Natal. Me irrita, me estressa, mas eu gosto. Não cheguei com manual aqui, meus chips são assim, uns funcionam muito e outros não dão sinal de vida. Às vezes não me divirto com nada, às vezes me divirto com tudo. Mas o que me faz mais estranha é uma sensação que tenho, a superfície não me satisfaz. O esmalte não me  cobre. Tenho sempre a impressão que embaixo de tudo tem alguma coisa melhor. Como o mar, é lindo ver aquelas ondas, mas o fundo do mar é mais impressionante. Tudo que é artificial me irrita, me dá alergia. Não gosto de nada sintético. Prefiro  não ser cumprimentada por alguém que não gosta de mim do que ter que apertar as mãos. Prefiro passar longe do que desejar o que não sinto. Mas começo a aceitar que vivemos em um mundo que pelo menos para mim está de ponta cabeça. 

Tem gente que gosta mesmo de viver na margem, gosta do papel de parede, dos sussurros, do esmalte. Tá bom para eles. Para mim não. Sou estranha sim, mas o mundo é estranho.Ah, coitadinha da síndrome, vai pagar todos meus pecados. Não preciso de uma síndrome, nem de uma gripe, nem de nada que venha da minha mente para me dizer que sou estranha. Minha alma sabe disso e dá pulos de alegria, porque sabe que é no estranho que vive o real.

Iara De Dupont

Um comentário:

Paciente IRS ® disse...

Oi Iara
Visitei o seu blog com carinho e pretendo acompanhá-lo, o assunto é interessante e a sua abordagem, também.
O universo da manifestação das nossas dores são múltiplos, já sofri síndrome do pânico em minha puberdade, não foi fácil entendê-la e superá-la.
Hoje sofro distúrbios mentais complexos que desafiam a minha razão, pelo menos não estão aliados às sensações que vivenciei dos 11 aos 13 anos de idade, eu sentia falta de ar, taquicardia e descontrole da situação, pensava que eu iria morrer por infarto, as minhas crises duravam de 3 a 5 minutos que pareciam eternidade, além da ansiedade causada pelo temor de novas crises.
Hoje luto contra o suicídio, os meus pensamentos intrusivos, a minha imaginação...
Abraço.

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