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21 abril 2010

Café puro





As emoções humanas parecem cores. Se misturam, mudam e até se sujam. Às vezes uma louca paixão chega com cor de amor. E não é. Uma amizade sincera no fundo era só um jogo de interesses. A única emoção que ninguém confunde é o medo. O medo é como café puro, você pode misturar com o que quiser, vai continuar com o mesmo cheiro, vai continuar sendo café. Tanto que é a única emoção que os animais cheiram nos outros animais e nos humanos. O medo é forte e líquido.

Tem uma escritora chilena, Isabel Allende, que sempre conta uma história, com 15 anos queria ir a uma festa, mas disse ao avô que tinha medo. E o avô disse para ela – Quando entrar na festa olhe para todos e pense que eles tem mais medo do que você.

Esquecemos isso. Todo mundo tem medo. Mas é fácil de esquecer, porque vivemos em um mundo onde não se respeita os limites, onde as pessoas dizem – Você tem medo? Enfrente!

Por que eu devo enfrentar o meu medo ? É parte de mim, é parte do meu sistema de defesa, já vem no meu cérebro. O que faz ele tão ruim assim que eu deva enfrentar?

Se amanhã eu me apaixono loucamente, devo fazer o que? Enfrentar essa paixão até vencer ela? Dá onde vem essa alergia ao medo, essa necessidade louca de neutralizar ele, seja com remédios, com rezas, com promessas, com a própia vida?

Eu tenho medo sim, não mais ou menos que ninguém, mas digamos que ele se manifesta muito na minha vida, talvez meu chip do medo trabalhe demais.

Mas eu decidi isso, quero respeitar o que sinto, não quero enfrentar nada , mesmo porque me enfrentar é  querer ir contra toda minha essência. Quem eu derrotaria se amanhã eu acordasse sem medo ? Eu seria a pessoa que a humanidade gostaria de ver, outro ser humano neutralizado, entregue, vazio e sem nada a dizer. Ainda prefiro ter medo, ainda prefiro sentir, ainda prefiro respeitar o que eu sinto. 

Incomoda? Paciência, escolhi o caminho mais difícil mesmo, escolhi em um mundo de robots continuar sendo humana, sofrendo, é verdade, mas ainda humana. Pelo menos um medo não tenho mais, de todos que eu ainda carrego, o único medo que não tenho mais é ser quem eu sou, ser humana, ser eu, mesmo que isso me mantenha no abismo, mesmo que isso me faça caminhar pisando em pedras quentes. Não é me enfrentando que vou me sentir melhor, não posso mais ter uma inimiga da minha potência na minha alma. Agora só tem lugar para aliados.

Iara De Dupont

9 comentários:

Ana Paula Andrade disse...

Oi Iara, passei para agradecer a visita e conhecer seu blog, interessante hein! E parabéns pela ATITUDE.
Esse final de semana assisti à um vídeo do Gasparetto - O MUNDO DAS AMEBAS - conhece? Achei ótimo!!!
É só buscar no google.
Abraço fraterno,
Ana Paula

Rosevicka disse...

Bom dia!
Amei esse post,mas desejo que visite o "outro pânico na minha vida",porque é o blog em que edito quase todos os dias;já que o outro o site não resolveu o meu problema de acesso,ok?Bjs

blogdaleilahh disse...

Oi.
Lendo esse post lembrei de um livro e publiquei no meu blog.
Vê lá:
http://blogdaleilahh.blogspot.com/2010/04/sem-medo-de-viver.html
Obrigada pela visita e estou te seguindo.
Beijo ;-)

Ivana disse...

Achei este blog muito interessante. Aborda um problema que afecta milhares de pessoas e não tem uma solução fácil. O medo é a pior das emoções, o calcanhar de Aquiles até dos mais fortes. Realmente o pânico é horrível, mas a força de vontade pode vencê-lo.
Felicidades!

Escritor em treinamento disse...

Importante ver até que ponto isso é realmente uma escolha, até que ponto a manutenção do medo pela integridade do ser ante a um mundo fragmentador é uma opção válida.

Não quero questionar a sua vivência com ajuda profissional (ou mesmo não-profissional ouvindo "conselhos" como o que virá), mas parece uma ideia frágil... n é mesmo?


Você fala em ter escolhido o caminho difícil e eu acredito que assim se perceba, também passo por dilema similar, mas talvez seja o modo mais fácil, o ponto de conforto na dor e no vazio.

Sou um grande hipócrita, confesso. Mesmo fazendo essas resalvas, o que você escreveu me tocou profundamente, houve sintonia com muito dos meus pensamentos.

Gosto de acreditar que muito das minhas angústias não são simplesmente problemas a serem sanados, mas partes da personalidade, do ser... do ser escritor (mais precisamente).

Enfim... desculpe pelo bla bla bla, mas vc sugeriu q visitasse o blog e eu n consigo ler sem me intrometer. Até mais ^^

manosca disse...

estou adorando e admirando sua fala....
voce esta ficando mais colorida como o seu blog.
esta tudo na mais perfeita harmonia.
um abraço carinhoso

Lídia Craveiro disse...

Olá. Obrigado pela sua visita. Gostei do seu blog e da idéia de vender o livro online. Vou passar mais vezes.
Um abraço para você.

Lidia

Regina disse...

Adoreri o texto, gostei do seu espaço e ja o coloquei nos meus favoritos
Um beijo enorme e fica com Deus, que sua semana seja de realizações, alegrias, sabedoria, harmonia e sucesso...

Beijos da Regina

isolda disse...

Oi Lara....aceitei seu convite e te vizitei.....vou ficar rsrsrsrsr....me identifiquei com sua autenticidade.....vamos nos falar mais....um abraço
Isolda

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