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06 abril 2010

As desconhecidas vantagens




Sempre que se fala em uma doença existe uma teoria da vantagem. A pessoa desenvolve aquela doença como meio de tirar proveito de alguma coisa, alguma coisa ela tira de bom, seja atenção, seja o que for, caso contrário não estaria doente. 

Eu acho uma das teorias mais absurdas que já escutei, mas como é uma teoria humana, tenho que aceitar, já que coisas absurdas saem da cabeça humana. Enfim, eu me perco constantemente,  minha cabeça sempre está  perto de algum planeta e longe da Terra. E penso muito nisso. Que vantagem eu tirei em 15 anos com a síndrome do pânico? Qual seria meu saldo hoje ? Para mim está negativo. Ah, posso pensar uma  vantagem, nesse mundo é, eu perdi a inocência, fiquei cínica, o meu norte virou o medo, então ele define meu caminho. Antes  acho que até gostava da humanidade. Hoje a duras penas disfarço o que eu sinto. Para mim a síndrome foi como ter a pele arrancada, inteira, a sensação é essa,  sentir que nada me protege. Não  tem coisa pior que um ataque de pânico no lugar e na  hora errada e em geral acontece nessas horas mesmo. Continuo pensando na lista de vantagens. Não acho. Quando achar vou postar.


Iara De Dupont 

Um comentário:

conversacomotravesseiro disse...

Há a vantagem de conhecer a si próprio, como poucos, nesse mundo fútil, conseguem. No entanto, o pânico é algo paralisante. Não há nada o que enxergar além daquilo que causa o medo, não, é? Às vezes, até as palavras de conforto são irritantes, porque as pessoas não entendem o que é ter medos absurdos, irracionais. Eu tive muitos medos assim. Nos lugares e horas erradas. E pior, fui julgada por isso. No ápice da minha crise, entreguei uma prova em branco (há 12 anos atrás). Eu tinha 17. Eu sempre fui bem em matemática, mas entreguei em branco. Como pensar em matemática naquele desespero. A única coisa que a professora veio me perguntar era se eu estava grávida. Eu tenho ódio até hj. naquele baita desespero, parece q a única preocupação de uma adolescente é sexo e drogas. Não, era doença, e eu não tinha culpa. Sofria com a doença e sofria com o preconceito. Sofro até hoje, com ambos. por isso quero ajudar, falar, escrever, o que for preciso para que pessoas como nós não nos sintamos sozinhas, mais.
Beijos no coração
Carina
carina.beatriz@gmail.com

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